sábado, 17 de outubro de 2009

As Olimpíadas no Brasil (yeah babe yeah!)


Que maravilha, agora o Brasil vai sediar as olimpíadas de 2016. Vamos ter mais turismo, mais emprego (temporário e óbviamente só para peões e jovens sem experiências), vamos ter prestígio internacional graças ao nosso glorioso presidente Lula Cristo.


Falando a Real, como é que se pode conceber uma idéia dessas? Como é que pessoas com um mínimo de consciência podem ver com bons olhos esse capricho dos nossos governantes? Num país onde uma grande parte da população não tem se quer saneamento básico, e todo o proletáriado não tem educação de qualidade, onde os marginais estão livres e os cidadãos presos, vemos um bando de alienados medíocres sem o mínimo de consciência política fazer um discurso imbecil de orgulho nacional.

Estou realmente emocionado de ver como a comunidade mundial nos achou dignos de mais uma superficialidade desnecessária, uma tradição grega de mais de 2000 anos que não traz no seu contexto nada além de culto ao corpo (que surpresa o Brasil ser O escolhido para sediar!). Isso colocando de parte os interesses de nossos governantes como as licitações, as obras superfaturadas, as seguradoras, os grandes empreiteiros que, esses sim irão lucrar com isso, enquanto você que está lendo esse post vai continuar com a saúde, a segurança e a educação de merda que tem atualmente.

Só pra finalizar eu gostaria de deixar aqui Schopenhauer falando a real para os imbecis que estão se jubilando dessa asneira.

“(...) o orgulho em sua forma mais reles é o orgulho nacional; naquele que está acometido disso revela-se a ausência das qualidades individuais que possa orgulhar-se, do contrário não teria recorrido às [qualidades] compartilhadas com tantos milhões. Todo aquele que possui méritos pessoais distintos (...) reconhecerá mais claramente os defeitos de sua própria nação. MAS TODO O IMBECIL MISERÁVEL, que não tem no mundo nada de que se possa orgulhar, se refugia nesse último recurso, em vangloriar-se da nação à qual pertence por acaso”. (Aforismos para a sabedoria de vida – Schopenhauer)

sábado, 10 de outubro de 2009

O Prazer Objetivo


Vivemos numa época de liberdade, batalhas antes travadas com o objetivo de libertar o homem de seu cativeiro intelectual imposto pelos dogmas católicos, hoje são apenas fatos históricos. Porém hoje os monstros do mito e do dogma foram substituídos por um outro mais forte e mais agil, aliado a condição natural que a evolução tecnológica proporcionou (a fantastica cultura do comodismo), a batalha agora é contra a cultura da mídia de massa, o monstro que domina o pensamento cotidiano principalmente das camadas mais pobres.




Uma vez ouvi o seguinte absurdo "você não assiste novela, não gosta de futebol, não vai pra balada, você vive numa caverna?" adimito que foi cômico a maneira como foi colocada a questão, o que me chamou a atenção para esse efeito que vivemos nos dias de hoje, numa distorção e por fim total contradição de Epicuro, nós vivemos em prol do prazer, mas qual prazer? O prazer de Epicuro visava como o objetivo de vida do ser humano o prazer, mas esse prazer de Epicuro era fruto da despreocupação com o acúmulo, o apego ao saber o que realmente lhe satifaz, conhecer seus verdadeiros gostos como já citei no post anterior, a vida em si baseada na subjetividade.




Hoje em dia o prazer tornou-se objetivo, assim como 2+2=4, você também só pode ter prazer se sua vida lhe proporcionar uma capacidade de "ter" e não de ser. Isso significa que o cara que não assistre as maxi-mega-power-turbo infantis novelas, que não vai encher a cara num lugar escuro, barulhento e confuso, o cara que só gosta das músicas que consegue entender, que não vê como objetivo de vida o sexo, é um maníaco depressivo que não interage com o mundo a sua volta, não existe felicidade fora desses padrões.




Os escravos das mídias de massa devem abrir os olhos para a verdadeira realidade a sua volta, precisam criara indentidade, isso é o grade objetivo da célebre frase de Sócrates "conhece a ti mesmo..."

sábado, 3 de outubro de 2009

10 perguntas para responder a si mesmo


Percebi de repente que estou rodeado de pessoas sem objetivo. Perguntei a mais ou menos 10 pessoas diferentes qual era seu objetivo na vida e fiquei estupefato de saber que algumas pessoas mais jovens do que eu e até mesmo outras com quase o dobro da minha idade simplesmente querem chegar em casa e dormir (o contexto de suas respostas se resumiam a isso). MAS QUE ABSURDO É ESSE?!!! Ninguém tem vontade de conhecer o mundo, culturas diferentes, nada que vá lhe tirar do atual estado de letargia no qual se encontra, mas o pior não é o fato de querer sossegar o gordo rabo no sofá e assistir a globo (esse também é um problema sério) o problema é a não vontade de viver novas experiencias, se achar incapaz de transpor barreiras, ou acreditar qué capaz e não querer. Algumas pessoas vão descordar de mim, mas a verdade é que o brasileiro pobre , a cada dia que se passa, parece gostar cada vez mais de ser imbecil, o que é mais revoltante nesse quadro é a não vontade, quando se paresenta alguma oportunidade e tais pessoas agem como bacterias presas num microcosmos de pseudo conforto em que o "pane et circenses" predomina. Por isso aqui tem algumas perguntas, que um individuo extraordinário tentará responder com profunda reflexão, enquanto o resto se perde no mar da sua propria ignorância. Fica a pergunta: o que fazer com essa classe?


1 - Quem é você?


2 - Do que você gosta (música, cinema, leitura, etc ...)


3 - Como sabe que Gosta?


4 - O que te agrada nessas coisas que você gosta?


5 - Você conhece o inverso ou o oposto ou o inverso do oposto desses gostos que você tem?


6 - Sobre o que você gosta de conversar?


7 - Os assuntos sobre os quais você conversa, você os conhece profundamente?


8 - Por que te atraem esses assuntos?


9 - Você pensa constantemente sobre algo? O quê?


10 - Qual seu objetivo na vida (trabalho, o significado do trabalho, relacionamento, o significado de relacionamento etc)?


sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Nota sobre o post anterior - Como destinguir o individuo ordinário do extraordinário

É bem simples, o individuo ordinário não seria distinguido por algum critério arbitrario da sociedade moderna, mas sim por algo inato ou adquirido que o torna causa de sua circunstância, quero dizer com isso que tal individuo seria, por exemplo, aquele cara que após ter repetido o 3º ano do segundo grau pela 3ª vez, ainda se presta o papel de sentar ao fundo da sala de aula a se comportar como um garoto de 15 anos insolente e pedante, mas com o agravante de que agora ele tem de criar um filho e manter uma casa com um emprego mediocre. Esse tipo de individuo está presente em todas as camadas da sociedade, é ordinário porque está obrigatótiamente condicionado, por sua própria preguiça moral, a ser escravo dos ditames sociais de que o pobre tem de morrer pobre e de que a realidade é a cultura de massa que o faz ser o macaco adestrado que é, este individuo nada mais é que um peso extra na Terra, pode parecer uma teoria hitlerista de raça superior, mas se analisarmos que o exemplo aqui citado, teve três oportunidades para aquirir conhecimento e as rejeitou, ora, como então se deve proceder com um doente que quer permanecer doente? Se toda vez que lhe derem uma pílula de consciência ele a cuspa com virulência? Ser ordinário não tem haver com um criterio arbitrário numa sociedade onde tudo o que se vê são opniões pseudo imparciais, tem haver com a própria vontade de mudar sua relidade, a vontade se conhecer e conhecer o mundo a sua volta.

Lembrando que ao colocar separação entre ordinário e extraordinári, não digo para se criarem campos de execução para ordinários, mas sim que se deixe de lado essa cultura imbecil de se compadecer de ordinários como se tais individuos fossem dignos de pena enquanto extraordnários se perdem desvalidos no abandono de um país que da valor única e exclusivamente a aqueles que pode comprar.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Teoria das pessoas extraordinarias


“Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir.
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar por me deixar existir
Deus lhe pague

Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça desgraça que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair
Deus lhe pague

Pela mulher carideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas bixeiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir
Deus lhe pague”

A proposta seria o voto facultativo. Tiremos o acúmulo do proletariado que se deixa levar pela (pouca) propaganda que vêem na tv, e ao chegar a urna vota na propaganda que se afixou na lembrança, e o faz por obrigação de o fazer, não envolve opinião apenas se deixa levar pelos grandes marketeiros.
Deixemos apenas a minoria, sim minoria, mas consciente, deixem que esta vote ou que boicote, ou ainda que erre outra vez, mas que erre com consciência.
Que se faça política para os que se interessam por ela, que os alienados paguem cada vez mais caro o preço por serem ignóbeis, pois assim é o curso da vida, que se faça valer a ética para aqueles que sabem o que esta é e para aqueles que o querem saber o que é.
Que se faça chegar o conhecimento a todos e que se mostre a eles a importância dele a todo individuo que o queira e para aquele que o rejeita, que se deixe-o solto a intempérie do egoísmo.
Que se concerte as virtudes crestadas de todos aqueles que assim o queiram e os outros que não queiram, que se percam desvalidos na própria cegueira.
Que se importem com os extraordinários e se ponha de lado, no lago do esquecimento, os ordinários, pois assim o querem.
Que se promulgue de uma vez por todas a lei do ser humano acima de todas as coisas e aqueles que perderam suas mentes no caminho entre o homo erectus e o homo sapiens, que caminhem a passos largos, cada vez mais afoitos, para a própria extinção.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

O individuo dito “eclético”.


O que é ser eclético? Estava eu num determinado lugar onde ouvi um clichê que me irrita muito quando ouço “...eu sou eclético, eu curto de tudo desde forró até um rock, mas não pesadão...”, logo me lembrei de um episodio que ocorreu durante uma aula de filosofia, no caso o aluno que (pra variar) se achava de alguma forma inteligente, ao ouvir o professor dizer “para vocês poderem dizer que o funk é realmente bom vocês precisam conhecer Beethoven...” esse dito aluno resolveu dar uma mostra da típica inteligência de nossos adolescentes, ele disse “mas professô, se todo mundo tivesse o ‘memo’ gosto imagina como seria o mundo”, eu, claro, fiquei esperando ansioso pela resposta do professor que a propósito é um individuo bastante singular em si tratando de ensino no Brasil.
Atente para a resposta do professor; “como você sabe que você gosta do que você gosta? como você sabe do que você gosta? você conhece outra coisa além dessas coisas que você gosta?” É claro que o aluno não ficou calado, começou a falar aquele monte de asneiras fora de contexto e sem sentido característico de tais indivíduos, além disso, a intenção do professor de fato não era calá-lo e sim incutir alguma reflexão na mente daquele ser tão deplorável.
Agora, Falando a Real, eu percebi que de fato o questionamento proposto ali era de fato importante. O sujeito dito eclético não faz idéia do que de fato do significa a palavra.
O fato é que nós seres humanos somos todos alienados de alguma forma, sentamos diante de uma televisão e ficamos todos num completo estado vegetativo, responda agora, no que você pensa quando esta assistindo TV? NADA, somos todos assim, sendo assim como sabemos de fato do que é que nós gostamos? Como sabemos que não estamos simplesmente seguindo unicamente aquilo estamos acostumados a ver e ouvir no cotidiano, ou influencias de nossas infância?
Daí vem conceito principal deste texto; precisamos conhecer de fato o que realmente gostamos, pois individuo que segue diz gostar de funk, pagode, sertanejo e forró não é eclético, é na verdade um mero seguidor e consumidor de cultura de massa,tem tanta personalidade quanto o cara que só gosta de um desses refugos culturais.Se prender a rótulos culturais, estilos musicais etc, também é uma maneira de se restringir seus horizontes, sua visão de mundo e até mesmo uma maneira de não entender seus próprios sentimentos.
Busquemos o máximo de culturas diferentes desse lixo que impera em nossas vidas proletárias, ou então morramos todos na cegueira completa como animais criados em cativeiro. Ah para com isso.

terça-feira, 11 de agosto de 2009