sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
O haiti
Todos estamos presenciando, alguns de nós pasmados outros nem tanto, a calamidade na qual se encontra o Haiti depois do terremoto ocorrido em Porto Principe. Temos agora obras assistenciais, obras de caridade, soldados mortos e etc... Mas agora pensem bem em uma coisa bem simples: Por quê só agora se pensa nos póbres miseraveis do Haiti?
Para que se fosse dada a devida atenção das nações de todo o mundo à toda essa gente, foi necessária a morte de milhares.
Fiquei abismado de ver que existem pessoas que querem adotar orfãos surgidos dessa tragédia. Não que eu seja contra isso, jamais é uma linda atitude, realmente e é indiscultivel o fato de que essas crianças serão vidas salvas, mas os orfãos brasileiros? A miséria que antecede o terremoto do haiti e que faizia parte do cotidiano da população, está debaixo de nossas pontes, viadutos e favelas todos os dias, mas meu chapa ou a senhora "benfeitora" que passava com seu carro de vidros fechados, ar condicionado ligado, ignora os miseraveis da tua nação, e aí vos pergunto : o ser humano começa a se tornar aniamal quando deixa de se enxergar ou quando deixa de enxergar o próximo?
E por quê foi necessário uma tragédia dessa magnetude para se enxergar a miséria desse povo? Por que estávamos todos preocupados com nossos proprios problemas??? E por acaso essa tragédia resolveu alguma das procupações de antes?
Então, antes do senhores líderes dos proletários (Lula, eleitores e toda turba que adora ficar impondo suas opniões) ficarem falando de política de se mudar a nação, pensem que primeiro é necessário que se mudem as pessoas.
Se quiserem de fato ajudar os carentes com real interesse, não espere que a midia venha com propaganda da tua abnegação. Haja em prol de todos os vivos, não apenas em prol dos sobreviventes que aparecem no jornal das 8:00 horas.
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Sobre o Individuo estranho, gênio ou depressivo.

"... os objetivos da vida dum grande homem são diversos dos teus - não consiste na acumulação de bens [roupas, carro, todo o tipo de estética inútil-nt de O quarto cavaleiro.], nem no casamento adequado das filhas [isso para nossos dias de hoje seria o comportamento perante os outros, a opnião que formaram sobre ti atraves da observação do teu comportamento-nt de O quarto cavaleiro.] nem na sua carreira política [um cargo importante para um ser medíocre -nt de O quarto cavaleiro.] , nem na obtenção de honras acadêmicas do Premio Nobel[aparências de todo tipo]. E porque como não é como tu chamas-lhe 'gênio ou excêntrico' [depressivo, também entra nessa classe-nt de O quarto cavaleiro.]. Mas o grande homem apenas se reserva o direito de ser um ser humano. Chamas-lhe 'a-social', porque prefere seu gabinete de trabalho ou seu laboratório, a sua linha de pensamento e o seu trabalho às tuas festinhas ridículas destituídas de sentido. Chamas-lhe 'louco' porque prefere gastar dinheiro na investigação científica em vez de comprar ações ou outros bens. Na tua degenerescência, Zé Ninguém, ousas considerá-lo como 'anormal' o homem simplesmente reto, pois que o comparas contigo, o protótipo da 'normalidade', o 'homo normalis'. Ao medi-lo com a tua medida estreita não lhe encontras as dimensões da normalidade. Nem entendes, Zé Ninguém, que és tu que o afastas das tuas reuniõezinhas sociais, que apenas lhe são insuportáveis, quer nas tabernas [bares para os dias atuais] quer nos salões de baile [baladas para os dias de hoje](...) És tu Zé Ninguém, que o condenas à solidão, não à solidão que gera grandes obras, mas à solidão do temor da incopreensão e do ódio. Porque tu é 'povo', a 'opnião publica e a 'consciência social'." Escuta Zé Ninguém - Wilhelm Reich 1945
Quem condena o "intelectual", o "filósofo", o "depressivo" a solidão da incompreensão, ele mesmo ou a tua estreita medida irreal de "normalidade"?
Se uma obra de 64 anos te condena ainda hoje, a mediocridade é a melhor qualidade que ainda pode lhe restar Zé Mané.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
O estado de espirito inconsciente de todos nós
E tradução...
Grace | Graça | |
| There's the moon asking to stay | Lá há a lua perguntando por ficar | |
| Long enough for the clouds to fly me away | Comprida demais para as nuvens para voar-me por aí | |
| Well it's my time coming, i'm not afraid to die | Bem essa é minha hora chegando, eu não temo morrer | |
| My fading voice sings of love, | Minha fraca voz canta do amor, | |
| But she cries to the clicking of time | Mas ela chora aos cliques do tempo | |
| Of time | Do tempo | |
| Wait in the fire... | Esperando em chamas... | |
| And she weeps on my arm | E ela chora em meus braços | |
| Walking to the bright lights in sorrow | Andando para as brilhantes luzes em tristeza | |
| Oh drink a bit of wine we both might go tomorrow | Oh beba um pouco de vinho nós dois podemos ir amanhã | |
| Oh my love | Oh meu amor | |
| And the rain is falling and i believe | E a chuva está caindo e eu acredito | |
| My time has come | Que minha hora chegou | |
| It reminds me of the pain | Isto me lembra da dor | |
| I might leave | Que devo deixar | |
| Leave behind | Deixar pra trás | |
| Wait in the fire... | Esperando em chamas... | |
| And I feel them drown my name | E eu sinto eles afundarem meu nome | |
| So easy to know and forget with this kiss | Tão fácil de saber e esquecer com esse beijo | |
| I'm not afraid to go but it goes so slow | Eu não temo ir mas vai tão devagar |
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Parabéns Alunos da UNIBAN !!!! - Pequeno comentário
Eles conseguiram um feito inédito, fizeram uma celebridade em tempo recorde.
Mais uma vez falando da terra onde tudo já foi estabelecido, observo e contemplo abismado.
A recente violência que a aluna da Uniban sofreu foi a melhor coisa que lhe aconteceu. Entrevistas, programas de TV, convites para pousar nua, desfiles em escolas de samba, e tudo mais que acontece à ex-participantes de reality show, está agora acontecendo à ela, mas sem ter de passar pelo cárcere vigiado. A estupidez dos alunos da Uniban rendera-lhe bons lucros. Enquanto multidões se ajuntavam para protestar (veja que absurdo de manifestação) contra ou a favor da expulsão da aluna (tantos faz, é tudo igualmente irrelevante), ela estava ou esta assinando contratos e recebendo grandes quantias.
Mas é legal ver para quais fins os jovens brasileiros se mexem para fazer protesto. Nada aconteceu a Jose Sarney, os impostos continuam lá em cima, todas as classes baixas continuam se aprofundando na miséria, nossa mediocridade continua sendo ajudada por um estado corrupto, mas nada disso tem importância. O quê pode ser tão mais importante do que a conduta moral de uma mulher? A pobre coitada foi expulsa da Uniban, oh coitada, tenho tanta pena dela, que aliás a essa altura deve estar dando risada de todos os miseráveis que foram fazer protesto por causa de sua conduta. Enquanto a turba discute sua pseudo-moralidade, ela sai da Uniban com lucros suficientes para pagar um Makenze.
Os fatos estão para todos verem:
"Playboy" tem interesse em aluna hostilizada da Uniban
Aluna hostilizada da Uniban grava “Casseta & Planeta”Aluna da Uniban fará ponta no filme de Bruna Surfistinha
Geisy, da Uniban, não vai desfilar pela escola de samba Leandro de Itaquera (ela vai desfilar em outra escola)
Parabéns!!! Agora, que tal usar essa força de vontade toda em prol de algo util e mais relevante?Falando a Real, qual é o problema de vocês?
sábado, 17 de outubro de 2009
As Olimpíadas no Brasil (yeah babe yeah!)

Falando a Real, como é que se pode conceber uma idéia dessas? Como é que pessoas com um mínimo de consciência podem ver com bons olhos esse capricho dos nossos governantes? Num país onde uma grande parte da população não tem se quer saneamento básico, e todo o proletáriado não tem educação de qualidade, onde os marginais estão livres e os cidadãos presos, vemos um bando de alienados medíocres sem o mínimo de consciência política fazer um discurso imbecil de orgulho nacional.
Estou realmente emocionado de ver como a comunidade mundial nos achou dignos de mais uma superficialidade desnecessária, uma tradição grega de mais de 2000 anos que não traz no seu contexto nada além de culto ao corpo (que surpresa o Brasil ser O escolhido para sediar!). Isso colocando de parte os interesses de nossos governantes como as licitações, as obras superfaturadas, as seguradoras, os grandes empreiteiros que, esses sim irão lucrar com isso, enquanto você que está lendo esse post vai continuar com a saúde, a segurança e a educação de merda que tem atualmente.
Só pra finalizar eu gostaria de deixar aqui Schopenhauer falando a real para os imbecis que estão se jubilando dessa asneira.
“(...) o orgulho em sua forma mais reles é o orgulho nacional; naquele que está acometido disso revela-se a ausência das qualidades individuais que possa orgulhar-se, do contrário não teria recorrido às [qualidades] compartilhadas com tantos milhões. Todo aquele que possui méritos pessoais distintos (...) reconhecerá mais claramente os defeitos de sua própria nação. MAS TODO O IMBECIL MISERÁVEL, que não tem no mundo nada de que se possa orgulhar, se refugia nesse último recurso, em vangloriar-se da nação à qual pertence por acaso”. (Aforismos para a sabedoria de vida – Schopenhauer)
sábado, 10 de outubro de 2009
O Prazer Objetivo
